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Sábado, 3 de Março de 2007

COINCIDÊNCIAS

A imagem não me sai da cabeça… Aquele senhor e a forma brutal como foi atropelado e como as forças da Física, que não se compadecem com a dor alheia, o projectaram, com toda a violência contra a rudeza da estrada.

Cumpria hoje de manhã o trajecto habitual. A rotina de todos os dias. A rotina que nos facilita os movimentos, as acções… A mesma rotina que nos imobiliza e prende a um padrão, que nos torna mais “inconscientes”.

Porque todos os dias fazemos o mesmo percurso. Porque todos os dias ele demora sensivelmente o mesmo tempo, porque todos os dias ele tem o mesmo objectivo.

Mas hoje a rotina pregou-nos uma partida. E o acaso mostrou que espreita a qualquer instante. Hoje atrasei-me um pouco. Num dia normal teria passado naquele local uns minutos mais cedo. Hoje passei mais tarde. E no exacto minuto em que passei (ou pelo menos me preparava para passar), vejo uma cena completamente aberrante e assustadora. Um senhor de idade avançada, que conduzia uma moto, atravessou-se à frente de uma carrinha em sentido contrário.

Tudo foi rápido, estrondoso, paralisante. Liguei imediatamente para o número nacional de emergência médica. Depois das perguntas típicas de informação, a médica aconselhou apenas que não o deixássemos mexer-se da posição em que ficara.

Fomos falando com o senhor. O rapaz que, sem qualquer culpa, o atropelou estava desesperado e inquieto… O senhor queria levantar-se, mas nunca o deixámos. Em plena hora de ponta, o trânsito foi-se desviando e tentando passar lateralmente ao homem deitado no chão. Uns com menos civismo e compreensão… enfim…

É costume só se dizer mal de tudo o que se relaciona com a Saúde. Mas, na verdade, fiquei impressionada com a rapidez com que chegou a ambulância. Claro que foi tempo demais para o homem que estava no chão, tempo demais para o impedir de se mexer, tempo demais sobretudo se a vida dele estivesse em risco. Mas, tendo em conta o humanamente possível, a distância do hospital, foram realmente rápidos no socorro. É também de louvar a atitude das pessoas que, ao verem o desastre, saíram dos carros e esperaram até a chegada do socorro, tal como a atitude de um jovem bombeiro que ao passar de carro junto do local do acidente e ao aperceber-se da situação, parou imediatamente e veio ver o estado do homem.

O desfecho final poderia ter sido bem pior, tendo em conta a violência do embate. O homem conseguiu erguer-se com facilidade, apresentando apenas umas escoriações e uma fractura no carpo.

Coincidências… naquela hora, naquele momento e não noutro. A sorte e o azar cruzam-se no nosso dia a dia, em cada pequena coisa que fazemos. E o acaso revela-se quando menos esperamos.

“Aquilo a que chamamos acaso não é, não pode deixar de ser,

senão a causa ignorada de um efeito conhecido.”

Voltaire

publicado por Dreamfinder às 19:58

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